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“Era inequívoco este sentimento que vivia em Bianca, que lhe subia desde os pés à cabeça e voltava de novo para trás, que lhe deixava a face rosada sempre que dizia ou ouvia o seu nome ou lhe largava no rosto um sorriso patético e evidente para qualquer pessoa que compreendesse a linguagem do amor.
Era inexplicável este sentimento que fazia Bianca levantar-se, sem esforço, de manhã, esperando vê-lo mais tarde, e desejar a próxima manhã de sábado, no momento em que deixava a praia de Cascais, ao fim da tarde de sábado.
Era irracional este sentimento que tornava cada toque de chamada ou alerta de
mensagem, cada toque à campainha ou aviso de que “está ali alguém à sua procura” um momento excitante, em que almejava que o responsável fosse somente Gabriel.
Era eminente este sentimento que a fazia querer estar todos os dias com ele e, quando estava, a fazia querer estar mais, porque estava simplesmente bem, tão facilmente bem, estava feliz.” (Ana Isabel Isidoro, 2014).

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